domingo, 20 de dezembro de 2009

No cárcere da hipocrisia

O mais infeliz hipócrita é aquele que aceita ser algo por medo de descobrir quem realmente é, nossa natureza algumas vezes pode ser assustadora. A descoberta traz insegurança, algo que nós, seres humanos, evitamos, pois nos torna fracos e susceptíveis. Então, muita gente prefere ser apenas o conveniente, o problema é que nem tudo que convém é bom e/ou verdadeiro.
Antes mesmo de sermos gerados nos é dado um padrão, o padrão “cidadão”, depois o padrão “filho”, o padrão “estudante”, o padrão “empregado” e assim por diante, vamos acumulando padrões, ou melhor, papéis sociais e quando adquirimos autoconsciência estamos tão presos a eles que tememos abdicar de um deles, tememos mudar suas características, como se eles fossem nossa essência. Tudo bem que ser avesso as condições de “ser social” causa um certo desconforto, mas o que me entristece, e às vezes enraivece, é o quanto as pessoas podem ser covardes em assumirem quem são, o quanto a clareza pode ser criticada, o quanto se finge só para manter seja lá o que for, parece-me uma sociedade viciada em interpretar papéis. O mais engraçado é que para manter seus hipócritas papéis algumas pessoas preferem supor e avaliar a vida alheia ao invés de cuidar de sua medíocre vida, porque alguém que prefere gastar tempo com a vida dos outros só pode ter uma vida medíocre. Além do mais, esse tipo de pessoa é o pior tipo de hipócrita, pois avalia e critica tanto a vida alheia só porque tem medo do que vai encontrar na sua. É esse medo que desperta em algumas pessoas uma certa aversão a solidão, certamente que essa aversão pode ter outros motivos, mas tenho um teoria... quando estamos sozinhos somos apenas nós e não papéis sociais, não somos filhos, nem namorados, nem amigos, nem coisa nenhuma somos apenas nós com nossos medos e anseios, que no momento da solidão não precisam ficar escondidos atrás da máscara da força, somos nós com nossos pequenos pensamentos insanos que não precisam disfarçar diante da admirada sensatez, ficamos ali... nus diante de um espelho que mostra apenas nossa pura e despretensiosa verdade. Por isso, como este post, provavelmente vai ser o último de 2009, além de desejá-los um feliz natal e um próspero ano novo como é de praxe... desejo que vocês fiquem alguns minutos completamente sozinhos para que possam descobrir quanta verdade existiu nos papéis sociais que interpretaram esse ano, quem sabe, assim, algumas pessoas descobrem que suas vidas são como todas as outras, cheias de surpresas e maravilhas. Boa solidão!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Sinta a música

Há muito tempo queria escrever sobre esse tema, mas estava imaginando uma forma impessoal de tratar esse assunto, no entanto, conclui que para mim é impossível, pois o que entendo de música é puro sentimento. Nunca me preocupei em saber nomes, letras, acordes, estilos tudo que compreendo de música é fechar os olhos e deixar ela tocar cada sensor de meu corpo e isso me basta. Entre as artes, a que considero a mais poderosa, capaz de nos fazer chorar, rir, enraivecer, acalmar, enfraquecer e fortalecer.... discorda? Experimente:

Para chorar: Angel – Sarah McLachlan;

Para rir: Uma arlinda mulher - Mamonas Assassinas;

Para fortalecer: Wherever May Roam - Metallica;

Para acalmar: Paciência - Lenine;

Para enfraquecer: My Immortal - Evanescence.

É claro que estas músicas podem despertar sentimentos diferentes em pessoas diferentes, mas eu duvido que não despertam nada.

A música nos manipula, tantas críticas a TV e somos manipulados por instrumentos e vozes, mas assim como a TV podemos desligar a música, mas convenhamos a vida sem música é igual a cheeseburger sem queijo, arroz sem feijão, futebol sem torcida, jardim sem flor, enfim... a vida é sem graça, ou melhor sem ritmo.
A música é a expressão máxima do ritmo de nossos corações e deve ser por isso que somos tão facilmente envolvidos por ela, porque ela simplesmente entra em sintonia com as batidas de nossos corações e de repente já é parte de nós, agora entendo o que disse acima sobre a música tocar cada sensor de meu corpo, não poderia ser diferente, estando em sintonia com as batidas do coração ela é bombeada a cada célula de nosso corpo, levando vibrações de vida a cada ínfima parte de nosso ser.
A música nos mostra o quanto somos parecidos e ao mesmo tempo diversos, quantas vezes você ouviu uma música e pensou... essa música é minha!!! Quantas pessoas não terão dito a mesma coisa, porém cada um a sente de um jeito, com uma intensidade, com uma interpretação.

Bom poderia falar muito mais sobre música, mas este texto ficaria longo demais, então paro por aqui.
Escutem as músicas e vejam o que elas despertam em vocês e, caso sintam dsposição, deixe escrito nos comentários.

Angel - http://www.youtube.com/watch?v=SnL1e4-NfaA&feature=related
Uma arlinda mulher - http://www.youtube.com/watch?v=vnk3eQFvGIc&feature=fvw
Wherever May Roam - http://www.youtube.com/watch?v=JgNkvLB7BlM&feature=fvw
Paciência - http://www.youtube.com/watch?v=HZnvUNVkKfY
My immortal - http://www.youtube.com/watch?v=idd_92ajjwY&feature=fvst

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Um dia de "fúria"

Às vezes remexendo arquivos perdidos em meu computador encontro algumas pérolas de meu processo criativo huauahuha...nem lembro em que circunstâncias e quando foi escrito o texto abaixo, mas até que ficou interessante...

Um dia revoltada, um dia de tpm, um dia sem porquê...ótimo para escrever...ahh, e melhor, bêbada! Bêbaaassa... já odiei os bêbados, já admirei os bêbados, já fiquei bêbada...é a libertação...de repente tudo, mas tudo que você se concentra para segurar...simplesmente sai...ufaaaa sai...falo sobre os pensamentos, mas por que os prendemos oras? Que triste sociedade que prende seus sentimentos, que pobre humanidade que maquia sua humanidade...bem vindos ao nosso mundo, ao nosso teatro social...quantos mistérios tem uma alma para que precisemos escondê-los tão fervorosamente? apresente-me alguém verdadeiro e transparente e eu te darei outro...esse é o princípio..mostre-me algo de si e te mostrarei algo de mim...e assim por diante...tolice!!! As pessoas são capazes de fazer mal até com monossílabas, então FODA-SE!!! Mostre-se e espere para ver o resultado, o que também é uma grande incógnita... pelo menos se mostrando será um incógnita passível de entendimento, enquanto que se mantiver o “mistério sobre seu mistério” você continuará a ser só uma incógnita...palavra feia não!?

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Sinais vitais

Bom sem mais delongas vamos ao texto do mês...

O poema abaixo reflete aquele pequeno momento em que nos damos conta de que amadurecemos, quando entendemos e aceitamos certos “contratempos” em nossas vidas, quando algo que doeu não dói mais, quando algo que incomodava não incomoda mais. Esse tipo de situação está sempre ocorrendo, um amadurecimento sempre desejado por nós. Mas o amadurecimento é um objetivo ou um resultado irreversível de nossas experiências? Entendo o amadurecimento como aquele estado de espírito em que se consegue digerir os contratempos com mais facilidade, em que as emoções estão menos exageradas, em que a calma impera e a paciência supera a ansiedade. Algumas pessoas chamam isso de sabedoria, e gastam boa parte de sua vida buscando encontrá-la. Tenho me questionado até que ponto é bom ter as emoções tão domesticadas, até que ponto continuamos plenamente vivos com nossas emoções tão sensatas. De repente tive a impressão de que amadurecimento e sabedoria são apenas conseqüências da utilização inconsciente de doses homeopáticas de anestésicos, que tomamos no decorrer de nossa existência, e então aquilo que nos fazia sentir vivos...dor de coração partido, acesso de raiva, ansiedade descontrolada, nervosismo em uma entrevista de emprego...com o tempo amortece, essas mudanças ocorrem concomitantes ao envelhecimento fisiológico que fatalmente termina em morte. Até soa trágico, mas é real... nascemos com todos os sentidos em pleno funcionamento, captando tudo, sensibilizando com tudo, no desencadear das experiências os sentidos parecem perder sensores e vamos continuamente nos anestesiando até o encerramento da vida. Tudo bem, então o amadurecimento é algo que não podemos evitar e a perda de sensibilidade também, pois são fisiológicos? Sim e não, o amadurecimento acontece porque aprendemos a ter medo, aprendemos a ser sensatos, a relevar, enfim aprendemos que certos descontroles não valem a pena, pois causam um desgaste emocional e psicológico, só que talvez sejam exatamente esses descontroles que nos façam vivos, são esses sentimentos que fazem a respiração ser mais forte, que faz o sangue pulsar com mais intensidade, que solta ou prende o intestino...sinais reais de vida, sinais vitais que vão desaparecendo com o famigerado amadurecimento.
Idéias meio malucas, conceitos subjetivos, entendam como quiserem, discordem com fervor.

domingo, 16 de agosto de 2009

Quando as lágrimas param de rolar...

Quando as lágrimas param de rolar...
O que significa?
Um coração mais forte?
Ou simplesmente cansado e conformado?
Pode ainda estar entorpecido de falsa calma, fingida alegria.
Talvez o que antes era grande, agora é pequeno, o que antes era dor, agora mal-humor.
Um dia desejei findá-las...
Hoje sinto falta daquela intensidade, daquela chama, que fechava a garganta, que inchava a cara, saudade das minhas lágrimas salgadas que um dia rolavam e me faziam acordada.



Pequeno momento, grandes reflexões....essa é apenas uma chamada para o próximo post...aguardem!

domingo, 26 de julho de 2009

Amor e amores

Para não ficar muito tempo sem publicação lá vai um textinho...

Enquanto dormia conheci o Amor, ele era simples, fácil e raramente surgia, não aparecia a corações desalinhados e não suportava desrespeito, por isso evitava os egoístas. No sonho, quando o encontrei, era como se nos conhecêssemos desde sempre...o Amor é assim mesmo quando se permite nos deixa a vontade, livres e leves, estar com ele é muito bom, sensação mágica e inexplicavelmente calma. Ao acordar me deparei com muitos Amores, mas até agora não encontrei o Amor. Amores são complicados, cheios de obstáculos e divergências, aparecem a qualquer um, pois gostam de brincar, não querem se apegar, por isso se mostram a todo tipo de coração...aos imaturos, aos inocentes e até aos desalinhados. Ao lado dos Amores a gente se sente preso, sufocado e com medo, como se qualquer erro fosse motivo para os Amores irem embora, mas ele sempre vão, Amores vem e vão! Enquanto não encontro o Amor, acordo todos os dias para aprender com os Amores o que o Amor espera de mim ...que eu seja forte e paciente para encontrá-lo.
Que tipo de amor vocês têm encontrado caros leitores?

terça-feira, 23 de junho de 2009

Como você "come" sua vida?



Engraçado como em conversas descontraídas e desinteressadas surgem grandes pensamentos. O tema deste post surgiu em meio a pizzas e refrigerantes, onde se discutia os hábitos de uma comilona assumida... eu. Comer sempre foi um prazer para mim, porém já tive meus altos e baixos com este hábito essencial à sobrevivência. No entanto, este dia me fez ver este hábito com outros olhos, uma das pessoas na mesa – apaixonada pela arte de cozinhar – disse algo intrigante... “– Para mim a forma como as pessoas comem diz muito sobre como elas vivem suas vidas”... frase simples e cheia de significações.
Essa frase me fez pensar sobre meus hábitos e de maneira reveladora, realmente a forma como me alimento tem muito a ver com a forma como vivo minha vida. Assim, adequando o sábio ditado indiano “você é aquilo que come” ao tema deste post...”você é como você come”.
Nossa relação com a comida é inerente e essencial, precisamos dela para viver e não podemos mudar isso, mas a forma como comemos pode mudar e muito. Muda de pessoa para pessoa, de cidade para cidade, de país para país, de idade para idade, de macho para fêmea, assim como a forma que vivemos. Podemos comer rápido, podemos viver rápido, podemos comer variedade, podemos viver variando, podemos deixar de comer, podemos deixar de viver. A minha forma de comer a vida, ou melhor, a forma como eu quero comer minha vida, se resume em uma frase: - Quero sentir os sabores e dissabores da vida, antes que não possa mais sentir. Quero experimentar cada pedacinho da vida, cada gosto amargo e doce, cada creme, cada crocante, cada mistura de tudo. Algumas pessoas fazem isso, outras apenas engolem a vida como algo que deve entrar simplesmente, não como algo que deve ser degustado e apreciado. Para algumas pessoas – obesas mórbidas, anorexas, bulêmicas - a comida é fonte de angústia e dor, assim como a vida, elas não conseguem encontrar prazer na hora de comer, e não conseguem comer a vida com prazer.
A vida, assim como cada alimento (frutas, cereais, legumes, verduras, massas, carnes), é rica em sabores e texturas, cada um deles e misturas deles são únicos em sabores, por isso não deixe de experimentá-los. E ainda que não goste, pelo menos poderá ter a certeza que se alimentou bem de sua vida.

Por isso, fica a pergunta...COMO VOCÊ COME SUA VIDA?



OBS: Como podem ver pelo tamanho deste post, diferente do anterior...conseguir evitar a prolixidade rsrs.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Criança com olhar de adulto?


Que olhos são esses?
Que não brilham como antes
Que não vêem como dantes

Queria alegrar-me com pouco
Sorrir como um louco

Por coisas tolas
Por isso e aquilo à toa

Ver as pequenas sutilezas
As difíceis belezas

Da adulta realidade
Da cega seriedade

Será que há oportunidade?
Posso eu ver com a felicidade?

Estar feliz não traz admiração
Apenas instiga emoção
E só permite aquela visão
Se quiseres então.

Quis começar o post deste mês com este poema que escrevi há tempos, provavelmente há 2 anos, pois o cerne dele se baseia no mesmo tema deste novo post: O olhar de uma criança!!
É engraçado guardar estes poemas e revê-los após algum tempo, podemos notar claramente o quanto mudamos e como nossa percepção do mundo muda. Este poema nasceu da observação do olhar de uma criança, o que muitas vezes me frustrava, pois tentava encontrar em meus olhos aquele mesmo brilho e, enquanto me questionava sobre tal, surgiu o poema acima, ele não traz respostas, mas notando o brilho no olhar dos adultos, quando estes se encontram em momentos de felicidade plena, notei que os brilhos são parecidos, ao menos apresentam a mesma intensidade, mas é óbvio que não são iguais. O olhar de uma criança é composto de admiração, admiração pelo novo, pela ignorância, pela ingenuidade, e nós – adultos - não temos mais isso, a não ser que sejamos “Macabéas”1, mas os “Macabéas” da sociedade muitas vezes são ridicularizados, estigmatizados ou simplesmente ignorados. Quando vejo o olhar de uma criança sempre sinto um misto de alegria e pesar, eu realmente ainda queria ver o mundo com aqueles olhos, mas o mundo nos arranca a capacidade de ver com admiração, logo eu poderia desejar ser Macabéa, mas para mim já é tarde, então talvez eu consiga pelo menos olhar o mundo de forma mais positiva, mais ingênua, e ser taxada como boazinha e bobinha. Mas o que me levou a escrever este post não foi a “inveja” dos olhares das crianças, na verdade foi o contrário, recentemente temos sido bombardeados com reportagens sobre casos de violência sexual contra crianças e ao ler uma dessas reportagens logo me questionei... - Será que invejo o olhar de todo tipo de criança? Até estas que sofreram abuso? Parece loucura, mas eu fiquei extremamente brava porque estes seres desumanos tiraram o brilho, tão invejado por mim, do olhar dessas crianças, eles tiraram aquilo que faz delas pessoinhas tão especiais e dignas da plena felicidade, porque ninguém além de uma criança é mais digna de felicidade. Algumas pessoas podem até discordar, porque muitas dessas crianças nem entendem o que aconteceu com elas, talvez até preservem o brilho infantil, mas não sei... uma parte de sua pureza e ignorância foi cruelmente arrancado delas, logo não acredito que o brilho continue com a mesma intensidade.
Usei a violência sexual para questionar o que estamos fazendo com o brilho no olhar de nossas crianças, mas esse é apenas um caso com notoriedade maior e que talvez cause um pouco mais de estardalhaço, mas muitas outras coisas fazemos, pois se não o fizéssemos nossas crianças não teriam filhos, não matariam, nem roubariam e com certeza elas não têm o brilho que um dia invejei e que um dia, por sorte, também tive.
Bom, este texto foi só para expor minha preocupação com a infância de nossas crianças, algumas não tem nem chance, pois nascem em contextos conturbados, são vítimas muito cedo de inúmeras violências, mas algumas crianças tem todas as chances do mundo, mas muitos pais deixam que a ignorância e a ingenuidade de seus filhos seja precocemente extinta, logo permitem que o brilho no olhar deles seja menos intenso. Se não pararmos pra refletir sobre nossas crianças e sobre a infância que estamos dando à elas, logo teremos crianças com olhar de adulto e eu, sinceramente, não vejo nenhum benefício nisso.


1. Macabéa: é personagem de A hora da estrela, de Clarice Lispector (1925-1977), vê a vida como uma coisa que apenas é porque é: já que sou, o jeito é ser. Ela não se questiona, sua existência é apenas ser, como um cachorro é cachorro sem o saber. Raquítica, sem vocação, sem sonhos e sem objetivos, acredita mesmo ter sido "soprada" no mundo - como quando um cisco é soprado do olho.

Obs: Essa é a descrição de Macabéa no Wikipédia, mas quando li este livro entendi Macabéa como uma pessoa feliz e confortavelmente alienada, sua ignorância e ingenuidade eram sua proteção contra a “feiura” do mundo que a cercava, por ignorar muitas coisas, ainda conseguia se admirar com o simples.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

A linha tênue entre força e arrogância.

Olá caros leitores! Por incrível que pareça estou conseguindo manter o objetivo de postar pelo menos uma vez por mês. Então vamos ao post deste mês, vale lembrar aos leitores que não deixam comentários... opiniões, críticas e sugestões são muito bem vindas, e aos que deixam comentários muito obrigada.

A linha tênue entre força e arrogância.


Poucos são os que entendem e menos ainda os que procuram entender, mas existe uma linha muito tênue entre força e arrogância. É sobre esta linha que irei postar hoje.
Uma pessoa arrogante provoca no mínimo distanciamento, que pode evoluir para aversão e finalmente estigma. Mas existe uma característica humana que sempre admirei que poderia fazer a diferença neste processo... a ponderação. A ponderação é o cerne da minha “teoria” da complexidade, haha...como já fui criticada e crucificada por essa teoria. Hoje encaro a vida com mais simplicidade, mas o entendimento da complexidade dela me fez vê-la simples. Nossa está ficando complicado este post rsrs, mas é simples, vou utilizar um exemplo representativo:
Raspadinha...para quem não sabe é uma deliciosa bebida feita de gelo raspado, uma colher de leite condensado e essência de uva, ou melhor – como eu gosto – um pouco de essência de uva e um pouco de essência de abacaxi e para consumí-la um canudinho, tudo do mais barato...para mim é a bebida perfeita em uma tarde quente e custa 1,00; putz!! quer coisa mais simples que isso!!!!
Enfim perto de outras tantas bebidas mais elaboradas...mas pensando no ingrediente, aparentemente, mais simples...o gelo – água congelada a 0oC raspada... aparentemente simples, mas começamos a olhar para o senhorzinho que faz a raspadinha, quantas vezes seus braços já frágeis rasparam aquela enorme barra de gelo e onde será que ele compra aquela barra, onde ela é congelada, quais os cuidado de higiene, de onde vem a água, de que fonte, como se formou esta fonte, qual é a formula química da água, quais são as forças químicas que a fazem água e mais ainda quais as forças físicas que a fazem gelo...ufaaa...tem muito mais, posso ver muita complexidade em um gelo raspado!
É isso que defendo em minha “teoria” da complexidade, pois é na capacidade de ver o mundo dessa forma que se desenvolve a capacidade de ponderar.
Agora...usando a ponderação e a “teoria” da complexidade ao conhecer uma pessoa arrogante, pergunto-me: - Por que tanta arrogância? Recentemente me ocorreu que a arrogância tem uma forte relação com a força, e que a força tem uma forte relação com a fraqueza, essas relações são praticamente óbvias, mas o que não era óbvio antes é que uma pessoa pode inconscientemente tornar-se arrogante porque na verdade sente-se forte, não mais forte que os outros, mas muito mais forte do que um dia já foi, e esta sensação pode ser ainda maior quando essa pessoa consegue se auto-resgatar de uma situação de extrema fraqueza física, intelectual e emocional. Por isso digo, às vezes, uma pessoa arrogante é apenas uma pessoa que depois de ser muito fraca deixa extravasar a grande força que sente em seu coração, neste momento a linha tênue que separa sentimento de força e arrogância pendeu para este último, mas isso é totalmente aceitável, já que nós seres humanos nem sempre conseguimos controlar nossas exterioridades. Mas a ponderação pode ser uma boa arma contra esse desequilíbrio...aos que julgam ela serve para ver a complexidade das atitudes alheias, e aos arrogantes para tentar controlar suas atitudes “arrogantes”.

Nossa complexo este post né!? rsrsr


Obs: A “teoria” da complexidade ainda esta em processo de formulação rsrs.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Perigo!!! Carentes a solta!!!

Olá caros leitores!!
Não é outro mês mas...esse texto já está pra nascer faz tempo, então chegou a hora do parto rsrs, na verdade este post éminha primeira tentativa de escrever algo menos dramático, usar um pouco de comédia para falar das "coisas da vida". Vamos ver então, eu ri um poukim enquanto escrevia rsrsr.

Perigo!!! Carentes a solta!!!!

Você já encontrou um carente em seu caminho?
Se encontrar um saia correndo ou pelo menos faça um bom alongamento, pois você precisará de muito jogo de cintura para se esquivar das investidas de um carente descontrolado.
Todos nós, algum dia, fomos acometidos por um surto de carência, aquele dia que qualquer perna é colo para um cafuné, qualquer ombro é aconchego macio e qualquer chato ou chata, príncipes encantados, saídos da mais bela história de amor.
Nesse dia os cinco sentidos estão exageradamente sensíveis e equivocados, um simples “oi” desinteressado se transforma em um “ooooooi” repleto de segundas intenções, um perfume xinfrim...a colônia dos deuses, uma mensagem carinhosa...em declaração de amor eterno.
Enfim...o mundo se transforma em um grande parque de diversões para os sedentos por carinho! Tudo parece liiiiindo e cheio de amor pra dar.
Ver um carente chega a causar ânsia a quem não está carente, aquela melação toda, aquele olhar de cachorro sem dono, os “não-carentes neste dia”, sentem-se os seres mais independentes e bem resolvidos do mundo e dizem de boca cheia..."eu sou feliz sozinho, não preciso de ninguém” haha...Pobre ilusão, não acredito que exista alguém sozinho ou acompanhado imune a um surto de carência, acredito até que isso seja inerente ao ser humano e obviamente a outros seres dotados de sensibilidade. É da natureza destes viver em sociedade e precisar de um pouco de atenção e carinho de vez enquando.
Esta situação - estar carente - do ponto de vista cômico soa até engraçado e divertido, mas convém alertá-los, caros leitores, que existe um perigo eminente, em ser carente ou alvo de um carente.
O carente deve ficar bem atento, para que, ao finalizar o surto de carência, ele não seja acometido por outro surto, o do arrependimento. No surto o carente não procura alguém para compartilhar e sim alguém para ceder, alguém que possa lhe dar carinho, atenção e dedicação exclusiva, e no momento da conquista todos têm isso a oferecer.
Para as “vítimas” dos carentes...cuidado!! você pode estar se envolvendo com alguém pronto para receber, mas nem um pouco disposto a ceder. Todo relacionamento deve ser feito de reciprocidade.
Obviamente essas dicas valem para relacionamentos românticos, quando se trata de relacionamentos entre amigos, entre pai e filho, entre mãe e filho, entre vô e neto etc, etc, a carência não apresenta riscos, além disso, pode ser o estopim de cenas explícitas de respeito e carinho, que nunca são demais.
Enfim...tendo em vista as últimas considerações vou melhor o título do post...

Cuidado!!! Carentes a solta!!!

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Livro de auto-ajuda é para os fracos?

Apesar do insucesso do último post cá estou escrevendo novamente, percebi que para se ter popularidade neste ramo de “blogueiros” é necessário recrutar os leitores a cada novo post, arrebanhá-los por insistentes apelações melodramáticas do tipo...me leiaaaam! hehe não tenho muito saco pra isso, mas o blog trouxe um grande benefício para meu desenvolvimento intelectual, antes dele os pensamentos ficavam apenas no pensamento, eu só escrevia quando necessitava desabafar, agora não, toda idéia é um novo post, tudo bem que nem todas são escritas, mas vez ou outra o são. Que reclamem meus amigos, pois a cada discussão escutam de meus lábios...hmmm isto vai para o blog rsrsrs!

Enfim vamos ao post do mês...


Livro de auto-ajuda é para os fracos?

Livro de auto-ajuda é para os fracos?
Você concorda com essa afirmativa caro leitor?
Eu não...para mim livro de auto-ajuda é para os fortes, pessoas que se dispõem a dar um “chega pra lá” em seus problemas emocionais.
O que motivou este post foi a constatação de uma certa aversão ao termo “livros de auto-ajuda” e ao profissional psicólogo, algumas pessoas não podem nem ouvir estes nomes que já acham que estão sendo chamados de loucos, depressivos e desequilibrados, mas quem não foi um pouco disso tudo alguma vez na vida, ou melhor alguns minutos do dia, estamos vivendo em um “sociedade doente”, tá este termo eu li em algum artigo ou livro de auto-ajuda, mas uma sociedade em que pais matam e estupram seus próprios filhos e filhas, em que crianças trabalham e têm filho ao invés de brincar, em que a juventude passa horas em frente à telas de computadores bisbilhotando vidas alheias e vivendo personalidades virtuais...não é uma sociedade doente?
Algo de errado está acontecendo...vivemos em uma sociedade capitalista, individualista, egoísta e competitiva, nada disso...vivemos com pessoas capitalistas, individualistas, egoístas e competitivas, pessoas que se desdobram para entender a lógica do mercado e esquecem de entender a lógica de suas emoções, pessoas estressadas, impacientes e sobrecarregadas.
Se eu fosse discutir as características da sociedade atual e como ela adquiriu essas características deveria passar horas lendo e horas escrevendo, por isso vou apenas explanar uma percepção, fruto de minha experiência existencial. Acredito que a aversão a livros de auto-ajuda e psicólogos, instrumentos que levam a um auto conhecimento é fruto de um crescente medo existencial, as pessoas tem cada vez mais medo de si mesmas, medo de encarar suas doenças emocionais, medo de questionar os porquês de certas atitudes auto-destrutivas, medo de desenterrar os monstros das alma. O medo de enfrentar estes monstros, escondidos a duras penas, tem sido o causador das desumanidades recentes, se você apenas esconde o monstro, qualquer desatenção pode soltá-lo, agora se você o enfrenta aprende a vencê-lo e mesmo que ele continue vivo você sempre poderá vencê-lo porque aprendeu como.
Agora voltando ao título do post...Porque eu considero que livros de auto-ajuda são para os fortes...Porque o próprio nome já diz AUTO-AJUDA, quem assume que lê e tenta colocar em prática os “conselhos” dos livros é porque resolveu se AUTO-CONHECER e conseqüentemente tomou coragem para enfrentar seus monstros, porque todos temos monstros é um fato, mas nem todos admitem. Vale lembrar que muitos livros de auto-ajuda são puro charlatanismo, o que pode ser extremamente prejudicial, mas o que me deixou incomodada e incentivou este post não é o questionamento da qualidade desses livros é o preconceito em relação a eles e às pessoas que lêem, porque até estas têm vergonha de dizer...EU LEIO LIVRO DE AUTO-AJUDA, quando deveriam ter orgulho dessa postura, que ao meu ver é uma forma de demonstrar o quanto se amam, mas enfim, termino este post fazendo uma paráfrase de uma máxima popular...O PIOR DOENTE É AQUELE QUE NÃO QUER VER.

Obs: EU LEIO LIVRO DE AUTO –AJUDA.

quinta-feira, 19 de março de 2009

De ser humano para ser humano

Novo mês, mais um post, estou tentando assumir o compromisso de pelo menos escrever um texto por mês...vamos ver né!
Este post não está como eu gostaria, estou num momento pouco inspirador, mas pra não parar...

Hoje vou escrever sobre um tema bastante instigador para mim...SERES HUMANOS.
O tema deste post também me permite explicar o porquê do título deste blog, ROSA ESCLARECIDA.
Para mim todos os seres humanos deveriam ser rosas esclarecidas, inclusive eu, pois ao meu ver a flor Rosa spp, planta da família Rosaceae, ordem das Rosales é uma perfeita alegoria dos seres humanos. Rosas são lindas mesmo com espinhos* e machucam mesmo sendo lindas, expressam delicadeza e sensibilidade e trazem em si a punição para o descuido, ou seja, seres humanos são rosas. E me desculpem os machões de plantão, mas para mim vocês também são rosas rsrsrs!
Enfim...o porquê de ESCLARECIDA...ao consultar meu querido dicionário, entre outros sinônimos, encontrei que esclarecida significa explicada...perfeito! ROSA EXPLICADA = SERES HUMANOS EXPLICADOS. Sem mais delongas este título evidencia uma de minhas paixões...SERES HUMANOS e minha incansável e, provavelmente interminável, busca por seu entendimento.
Acredito que é no entendimento de si e dos outros que nasce a capacidade de viver bem, mas afinal já é tão difícil entender a mim mesma, quanto mais entender os outros, não é!?
Pois é...ninguém disse que será fácil, nem que é impossível, podemos começar com atos simples no dia-a-dia. Por exemplo: obviamente todos vocês já foram a um restaurante, lanchonete ou bar, e nestes locais havia um atendente, garçom ou similar, agora tentem recapitular em suas memórias, se alguma vez vocês se irritaram com um desses profissionais, se alguma vez vocês reclamaram, xingaram ou criticaram esses trabalhadores, tentem lembrar também quantas vezes vocês tentaram entendê-los, pesando que talvez naquele dia aquele garçom estivesse doente e com muita dor ou talvez casando porque passou a noite inteira cuidando de um filho doente ou, ainda, simplesmente triste porque foi injustiçado...bem, se ele se propôs a trabalhar ali, deve exercer bem suas atividades, mas convenhamos, ninguém é 100% todos os dias.
Agora de ser humano para ser humano, algumas coisas não são tão difíceis de entender, basta olhar dentro de você, basta lembrar que você tem fragilidades e necessidades que o outro também tem. Não é preciso ser psicólogo para entender que o sofrimento transforma, nem fisiologista para entender que a ferida dói... isso acontece com todos os seres humanos.

É isso ai...

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Desabafo de uma ex...

Hoje quero falar de um tema que atinge um público restrito...os universitários ou melhor os ex-universitários como eu.
Já li vários textos falando sobre o antes e o depois da faculdade e putz como aquilo tudo é verdade, mas hoje vou escrever como eu me sinto depois da faculdade, porque sinto na pele essa diferença.

Pra começar a realidade parece ter mudado de cor, no mundinho da “facu” – era assim que a chamávamos – tudo parecia mais colorido e brilhante, tudo era mais “light”, mais seguro, mais flexível.
Naquele mundinho até o sol forte era menos desgastante, era um sofrimento bem aceito...todo dia ir pra “facu” naquele sol escaldante (isso para os pedestres né!?)ter várias marcas de blusas e sempre ouvir o mesmo comentário...nossa você tá morena!!! todo dia passar em frente a piscina, estagiar em frente a piscina, mas nunca estar dentro da piscina (isso especificamente para mim!)
Hoje, no pós-faculdade, a cerveja tem um gosto diferente, o bar é menos instigador, a embriaguez mais ridícula do que divertida, os bafões menos engraçados e mais vergonhosos.
Sinto falta de ir para festas com as amigas, mas só encontrá-las de vez enquando, sinto falta de dar bom dia para os guardinhas, de ver o vendedor de salgados, aquele salgado que eu sempre tinha vontade de comer, mas nunca comia, porque ia perder aquela vontade rotineira, sinto falta até de me lamentar porque haverá festa em dia de prova difícil, de ficar ansiosa antes das baladinhas, onde eu sei que estarão todos os meus amigos, colegas e paqueras. Sinto falta de ver aquelas fisionomias tão familiares, aquele semblante de unespiano, que inspira confiança, que coloca todo mundo no mesmo barco.
Eu poderia ficar horas escrevendo dezenas de folhas de tudo que sinto falta, de tudo que mudou, mas assim eu deixaria que aquela nostalgia mais dolorosa viesse à tona, e não é isso que pretendo com este post.
Eu só precisava dizer para meus amigos que foi muito bom, que nada será igual, que eu amo ter vivido isso ao lado deles, que eu guardo com enorme carinho cada ínfima lembrança daquele tempo. Quero dizer aos professores, funcionários, alunos apenas conhecidos etc etc, que eles têm um lugar muito especial em meu coração e que cada um contribuiu para meu crescimento profissional e acima de tudo pessoal.
Para os que ainda são universitários...vivam intensamente cada momento da “facu”, porque o mundo real tem um beleza diferente, é menos tolerante e mais exigente.
Até parece que estou triste, mas não estou, estou apenas me adaptando a um novo mundo, uma nova vida, que é bela também, que tem outros desafios, que exige um pouco mais de mim, mas que nem por isso deixa de ser feliz.
Mesmo com tantas diferenças e tanta nostalgia, em nenhum minuto se quer desejei que aquele tempo voltasse...acabou, esse é o sentimento...simplismente acabou...algo novo tem que começar! Agora só tenho que me acostumar com cores diferentes, com um brilho diferente, com pessoas diferentes, momentos diferentes e curtir até que esse novo momento acabe também, e assim por diante, afinal a vida é assim mesmo...mutável, findável e acima de tudo, incrivelmente linda.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Compreensão e respeito

Finalmente mais um post..devagar e sempre rsrs!!!

Compreensão e respeito

Há alguns dias fui surpreendida por um elogio um tanto inusitado, apesar deste post ter um toque egocêntrico, não consegui evitar que os pensamentos brotassem e por isso aqui estou escrevendo de novo. O mais interessante é que esse elogio veio de uma pessoa que me conhecia há poucos minutos e, no entanto, decifrou parte de mim, coisa que muitas vezes nem as pessoas que passam a vida inteira ao nosso lado conseguem fazer.
Além disso, essa situação me fez questionar sobre como estou e quem sou hoje, algo que há muito tempo eu não queria questionar, por cansaço e desinteresse. E mais ainda, o elogio me fez lembrar de uma poesia que escrevi há 5 anos.

EU

A contrariedade,
A incerteza,
A não aceitação,
A ficção,
Simplesmente um alguém,
Que não é ninguém.

Pois é, já escrevi isso e com toda a força de minha alma era assim mesmo que me sentia. Então um belo dia, um homem comum e desconhecido, mas muito observador me chamou de harmoniosa, disse que minha cor preferida era azul, perguntei por que e ele disse porque é a cor da harmonia e que eu era harmoniosa. Fiquei encantada por esse elogio e gostei muito. Mas depois, como é de praxe, comecei a questionar...o que estou transparecendo para que alguém veja harmonia em mim? uma pessoa que escreveu o poema acima pode ser chamada de harmoniosa? Se ele me conhecesse a 5 anos atrás estaria sendo no mínimo irônico. Mas ele não me conhecia e conversamos poucos minutos, nos quais falei muito pouco sobre mim, o que ele viu foi a maneira como eu estava “cuidando de uma festa”, como me relacionava com os convidados dessa festa e com meus companheiros de trabalho.
Já faz um bom tempo que releio esse poema, e também há muito tempo não me sinto daquele jeito, e este fato está muito relacionado com a harmonia que aquele homem viu em mim, com a harmonia que ele viu em meus atos aquele dia.
Essa harmonia nasceu de uma bem feitora chamada Compreensão e de seu indispensável ajudante chamado Respeito. A compreensão e o respeito por mim me salvaram do abismo relatado no poema. A compreensão e o respeito pelos seres humanos fizeram aquele homem ver a harmonia emanar de meus atos.
E o mais incrível é que ele compilou em uma palavra um caminho inteiro que só eu sei o quanto é complexo e cheio de palavras.
Pra finalizar...talvez eu ainda não seja tão harmoniosa quanto gostaria e nem tanto quanto aquele homem viu, mas já conheci dois importantes “parceiros”para essa caminhada a Compreensão e o Respeito.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Um comentário...

Falando em porquês, porque, por quê, por que...
Com certeza usar essas palavrinhas dá um nó na cabeça de qualquer aspirante a escritor rsrsrs.
Se alguém é bom nisso..me corrijaaaaa!!!
Hehe

domingo, 25 de janeiro de 2009

Só pra não parar

Engraçado...estava prestes a desistir novamente deste blog e explorando blogs alheios encontrei essa frase...

“Sempre que a poesia, a música ou uma paisagem me toca profundamente, percebo que vivo num universo de significados que merece de minha parte algo melhor do que a lassidão mesquinha em que vivo habitualmente” O Oculto, de Colin Wilson

O que me desanimava era estar fazendo algo que eu nem sabia por quê
Eu não disse ali embaixo... “O PORQUÊ” de estar escrevendo em um blog me tortura. Então sem uma boa resposta para essa pergunta fui além e me questionei por que eu gosto de PORQUÊS rsrsrs”
Quem me conhece sabe... e devem existir outras pessoas como eu (o Colin Wilson com certeza é!). Pessoas que parecem aquelas criancinhas de 3 anos: Por que? Por que? Por que? Haha...as criancinhas são umas tchutchuquinhas mas ninguém merece tantos porquês!
Enfim, essa frase me instigou, eu já sabia a resposta – eu gosto de dar sentindo as coisas da vida - e até queria escrever sobre, mas eu queria sensibilizar com as palavras, queria que as pessoas lessem e que apenas alguma delas visse a beleza dos porquês. O plágio às vezes é tão confortante...eu nem conheço o Colin Wilson, nem li seu livro O oculto, mas esta frase fez toda a diferença..parece que fez um carinho na minha alma e me deixou tranqüila. Sentindo isso, entendi o PORQUÊ do blog, o PORQUÊ de escrever em um blog. Ehhhhhhh!
Não quero com minhas palavras apenas ser vista, reconhecida, aplaudida, criticada etc etc...e seria hipocrisia dizer que não quero...mas além de tudo disso quero com minhas palavras tocar, instigar, “colocar um espeto na mente” ou simplesmente” fazer um carinho na alma”.
Tá eu to sendo pretensiosa demais...mas e daí essa ilusão me faz bem!!
Mas ainda vou mostrar toda a beleza do PORQUÊ!! Ahuahauhauha

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Aos iludidos...

Este blog já existe há algum tempo, mas não comecei a escrever por duas razões: a primeira refere-se ao fato de que eu tinha, antes de começar a postar, que descobrir o porquê de escrever em um blog, e a segunda, não menos importante, quando começo a escrever minha cabeça fervilha de pensamentos e sou dominada por uma enorme vontade de pensar e pensar e consequentemente escrever e, devido aos meus afazeres profissionais, tive que me deter novamente já que isso me faria perder algumas horas das míseras 24 horas do dia, o que seria prejudicial a minha performance profissional.
Agora dizendo um FODA-SE (desculpem-me o palavrão) para as duas razões acima, que ainda me pertubam, a partir de hoje 21-01-2009, caros leitores, vou me dedicar a duas das coisas que mais gosto de fazer...pensar e escrever...
Então sem mais delongas vamos ao primeiro post do ano....


Aos iludidos...

A ilusão nada mais é do que a materialização da esperança, essa definição até parece uma visão romântica desse - segundo o dicionário - “engano dos sentidos”, mas é mesmo, pois a ilusão é romântica e também é um engano dos sentidos, mas convenhamos enganar os sentidos diante de uma realidade “feia”, não é algo mágico e um dom louvável?
A esperança é algo que resiste em meio a mais cruel das guerras, é algo que se sustenta por um fio quase invisível, é tão persistente que chega a causar admiração ao mais carrasco dos homens.
Agora me digam...como criar algo tão vigoroso com ingredientes tão frágeis? Oras...enganando os sentidos...nada é tão digno de glória do que a incrível capacidade de enganar os sentidos, e vejam bem, não quero com este texto estimular ilusões desenfreadas, mas quero parabenizar os iludidos, porque eles conseguem olhar para sua realidade “feia” e transformá-la em realidade “linda”, em realidade perfeita, eles conseguem transformar um único sorriso em um vida inteira de plena felicidade, e isso não é fácil não, tem gente por aí mergulhada em pessimismo, nadando com força descomunal para manter viva sua ilusão, que é, no final, a única força real, pois o mantém vivo, faz seu coração pulsar e suas entranhas vibrarem.
Mas atenção! Existem dois tipos de ilusão: uma que acalenta os dias e faz você viver de uma forma mais leve, porém não desconectado da realidade; e outra que tortura os dias, tornando-os tão insuportáveis que estimulam a ofensa e a auto-destruição. Além disso, para ser um saudável iludido não se pode deixar que as ilusões o tornem escravos delas, muito menos, cegos diante das incríveis belezas da realidade.
Enfim...é bom, vez ou outra, permitir-se às ilusões boas, pois elas garantem que mesmos os dias de tempestade pareçam belos e serenos.