Quero tatuar “Coragem” em alguma língua ou símbolo, mas além de todos os detalhes que ainda preciso decidir, tem um que me atormenta... em que lugar do corpo fazer? Não pode ser em qualquer lugar, tem que ser bem visível, porque uma tattoo de coragem, não demonstra coragem estando escondida. Quando decidi fazer minha primeira tatuagem, eu sabia que seria uma rosa e que deveria ser em um lugar que eu pudesse mostrar e esconder quando quisesse, ficando evidente que existia certo temor de minha parte, afinal nem todo mundo vê com bons olhos uma tattoo, principalmente no mercado de trabalho. Fazer a “Rosa Esclarecida” foi quase um ato de rebeldia, pois meu pai até hoje olha pra ela e tem um quê de decepção no olhar, mas ela também é um sinal de covardia, pois nem sempre ouso mostrá-la. Atualmente, chega a ser banal ter uma tatuagem, mas ainda sim existem preconceitos. Tatuar “Coragem” em um lugar totalmente visível é apenas um detalhe, é minha atitude diante da vida que está sendo questionada. Para mim coragem é um dos ingredientes mais essenciais para viver, sem ela passamos pela vida como meros espectadores. Quantas vezes temos que ter coragem para fazer um corte de cabelo diferente, para sair de um emprego ou desistir de uma proposta, para terminar ou começar um relacionamento? Necessitamos desse substantivo abstrato para as principais decisões da vida. Quando comecei a me questionar sobre o local da minha tatuagem, também comecei a perceber de como precisamos de coragem simplesmente para sermos nós mesmos. A vida vai pisar, criticar, elogiar e sugerir e, constantemente, nos questionaremos se devemos mudar ou não, se somos bons ou não, se essa ou aquela atitude é a causa de nossas decepções e insucessos. Nesses momentos, se faltar coragem, iremos sucumbir à hipocrisia dos covardes nos tornando apenas a imitação da vida de outra pessoa.
Ser feliz é entender e exercitar respeito, autoconhecimento e compaixão, mas nada disso faz sentido se, no momento do desafio, não tivermos coragem para lutar por aquilo que acreditamos e somos.
Por esses e outros questionamentos é que me pego às vezes pensando... “Onde tatuar “Coragem”?
PS: Não fiz a tatuagem e nem sei se farei, esse texto foi escrito já faz um tempo!
Rosa Esclarecida
sexta-feira, 16 de março de 2012
sábado, 10 de dezembro de 2011
Funk e Nietzsche... rola?
Leituras de cabeceira atuais: Biologia da Conservação (Primark e Rodrigues); Humano, Demasiado Humano (Nietzsche) e Revista Boa Forma.
Bióloga? Filósofa? Personal trainner? Intelectual ou Fútil?
O que se pode dizer da “bagagem cultural” de uma pessoa por aquilo que ela lê ou deixa de ler?
Qual é o grau de inteligência de alguém que escuta funk?
Às vezes eu me sinto no meio, sentada entre uma pessoa que gosta de falar apenas futilidades e outra que gosta de falar dos últimos avanços nas pesquisas acadêmicas. Como uma boa leonina gosto de palpitar um pouquinho sobre cada coisa, mesmo entendo uma frase do assunto, talvez eu seja apenas ansiosa ou intrometida. Às vezes eu apenas penso... nossa como uma pessoa essencialmente intelectual é chata, ou imagino... como uma cabeça fútil é vazia. A grande questão aqui é que o fato de eu dançar funk e ler a revista Tititi não significa nada sobre o meu “grau de intelectualidade”, e o fato de ouvir Bach e ler Maquiavel não vai dizer nada sobre minha bagagem de “cultura inútil”. Afinal o que se define como intelectual ou fútil? aquilo que é intelectual é bom e aquilo que é fútil é ruim? Será?
Não pretendo fazer apologia ao funk e nem incentivar a leitura de Nietzsche, isso não nos faz melhores ou piores, legais ou chatos, nos faz apenas sensíveis. Leio Nietzsche e não quer dizer que entendo, assisto novela e não quer dizer que não penso. Faço o que faço, porque preciso daquilo, naquele momento, porque às vezes gosto de refletir sobre o “ser ou não ser”, porque às vezes eu gosto de torcer pelo “Peneirão”. Tem dias que quero ser mais inteligente, tem dias que quero apenas esquecer quem sou.
Vamos parar de ser tão “maniqueísta”, de achar que aquela ou essa música é melhor, sentir mais e julgar menos, talvez a felicidade plena esteja apenas na anulação de uma crítica.
Bom esse são os meus votos para 2012 para mim e para vocês caros leitores.
Ahhh e boas festas também com muito funk e Nietzsche hauhauau!
Bióloga? Filósofa? Personal trainner? Intelectual ou Fútil?
O que se pode dizer da “bagagem cultural” de uma pessoa por aquilo que ela lê ou deixa de ler?
Qual é o grau de inteligência de alguém que escuta funk?
Às vezes eu me sinto no meio, sentada entre uma pessoa que gosta de falar apenas futilidades e outra que gosta de falar dos últimos avanços nas pesquisas acadêmicas. Como uma boa leonina gosto de palpitar um pouquinho sobre cada coisa, mesmo entendo uma frase do assunto, talvez eu seja apenas ansiosa ou intrometida. Às vezes eu apenas penso... nossa como uma pessoa essencialmente intelectual é chata, ou imagino... como uma cabeça fútil é vazia. A grande questão aqui é que o fato de eu dançar funk e ler a revista Tititi não significa nada sobre o meu “grau de intelectualidade”, e o fato de ouvir Bach e ler Maquiavel não vai dizer nada sobre minha bagagem de “cultura inútil”. Afinal o que se define como intelectual ou fútil? aquilo que é intelectual é bom e aquilo que é fútil é ruim? Será?
Não pretendo fazer apologia ao funk e nem incentivar a leitura de Nietzsche, isso não nos faz melhores ou piores, legais ou chatos, nos faz apenas sensíveis. Leio Nietzsche e não quer dizer que entendo, assisto novela e não quer dizer que não penso. Faço o que faço, porque preciso daquilo, naquele momento, porque às vezes gosto de refletir sobre o “ser ou não ser”, porque às vezes eu gosto de torcer pelo “Peneirão”. Tem dias que quero ser mais inteligente, tem dias que quero apenas esquecer quem sou.
Vamos parar de ser tão “maniqueísta”, de achar que aquela ou essa música é melhor, sentir mais e julgar menos, talvez a felicidade plena esteja apenas na anulação de uma crítica.
Bom esse são os meus votos para 2012 para mim e para vocês caros leitores.
Ahhh e boas festas também com muito funk e Nietzsche hauhauau!
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Perfeição não é o ideal
Vez ou outra quero ser perfeita, mas todos sabemos que a perfeição é humanamente inatingível. Para aceitar tal constatação escrevi o texto, ou talvez poema, abaixo:
"Se fôssemos perfeitos, inventaríamos imperfeições só para nutrir nossa vã insatisfação, para desviar nossa atenção de nossa existência tão carente de significação;
Se fôssemos perfeitos, não teríamos tanta gana em aprender, tanta fome de saber, tudo seria tão certo e belo, tão morto e insosso;
Cada formato com seu gosto tão chato, cada delicada linha sem vida;
A vida seria tão brilhante que seríamos cegos, tão valorizada que seríamos frios;
A perfeição é tão bela quanto o vazio do escuro, tão rica quanto notas queimadas.
É a busca desesperada e a derrota esperada."
"Se fôssemos perfeitos, inventaríamos imperfeições só para nutrir nossa vã insatisfação, para desviar nossa atenção de nossa existência tão carente de significação;
Se fôssemos perfeitos, não teríamos tanta gana em aprender, tanta fome de saber, tudo seria tão certo e belo, tão morto e insosso;
Cada formato com seu gosto tão chato, cada delicada linha sem vida;
A vida seria tão brilhante que seríamos cegos, tão valorizada que seríamos frios;
A perfeição é tão bela quanto o vazio do escuro, tão rica quanto notas queimadas.
É a busca desesperada e a derrota esperada."
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Um pouco de introspecção
Como puderam perceber já faz um tempo que não escrevo, essa vida de adulto toma muito tempo rs! Para não parecer que desisti do blog postei um texto beeeeem pessoal, mas que pode estimular reflexões. Já escrevi faz um tempo também...
Acabo de ler um texto de Oswaldo Montenegro...lindo...perfeito! E uma frase me chamou a atenção:
“Porque metade de mim é o que eu grito, a outra metade é silêncio..."
A metade do silêncio é a que mais temo, que mais amedronta, não só a minha, mas a de todos, os ditos seres humanos. Nesse post quero falar sobre a minha metade de silêncio.
Tenho medo que minha ansiedade se canse e perca a fé... tenho medo do cansaço, porque ele me faz desistir das coisas que me fariam mais feliz, das coisas que desconheço, das coisas que preciso aprender, das coisas que poderiam me fazer sorrir ou mesmo chorar. Tenho medo de nunca conhecer o desconhecido, de parar no meio do caminho e retornar ao início... porque sei que não irei parar por medo ou por falta de coragem, mas irei parar pelo cansaço, que vai além de minhas convicções, que chega sem convite, sem cerimônia, simplesmente se instala silencioso e carinhoso. Ele chega e primeiro mata a esperança, depois a persistência. Sem esperança nenhuma vontade se sustenta, nada vai além do primeiro obstáculo. Por isso, também tenho medo que a esperança morra, que minha frágil e dedicada esperança definhe, esqueça a razão de sua existência e apenas desapareça. O cansaço não é algo que se escolhe, é algo que acontece no tempo, e ninguém pode saber quando aparecerá. Tenho medo das coisas que não posso prever, das coisas que não posso me preparar, das coisas que não domino. Compreendo a extensão da minha força, mas não sei se possa dominá-la, não sei se ela pode vencer o cansaço... porque primeiro ele ataca a alma e depois o corpo. Uma alma ferida é uma alma doente e susceptível.
Que meus anseios sejam atendidos antes que o cansaço me alcance, não quero chegar ao fim com a percepção de que perdi.
Ufaaa que silêncio heim!? rs
Para variar deixo a pergunta: Como é a sua metade do silêncio???
Acabo de ler um texto de Oswaldo Montenegro...lindo...perfeito! E uma frase me chamou a atenção:
“Porque metade de mim é o que eu grito, a outra metade é silêncio..."
A metade do silêncio é a que mais temo, que mais amedronta, não só a minha, mas a de todos, os ditos seres humanos. Nesse post quero falar sobre a minha metade de silêncio.
Tenho medo que minha ansiedade se canse e perca a fé... tenho medo do cansaço, porque ele me faz desistir das coisas que me fariam mais feliz, das coisas que desconheço, das coisas que preciso aprender, das coisas que poderiam me fazer sorrir ou mesmo chorar. Tenho medo de nunca conhecer o desconhecido, de parar no meio do caminho e retornar ao início... porque sei que não irei parar por medo ou por falta de coragem, mas irei parar pelo cansaço, que vai além de minhas convicções, que chega sem convite, sem cerimônia, simplesmente se instala silencioso e carinhoso. Ele chega e primeiro mata a esperança, depois a persistência. Sem esperança nenhuma vontade se sustenta, nada vai além do primeiro obstáculo. Por isso, também tenho medo que a esperança morra, que minha frágil e dedicada esperança definhe, esqueça a razão de sua existência e apenas desapareça. O cansaço não é algo que se escolhe, é algo que acontece no tempo, e ninguém pode saber quando aparecerá. Tenho medo das coisas que não posso prever, das coisas que não posso me preparar, das coisas que não domino. Compreendo a extensão da minha força, mas não sei se possa dominá-la, não sei se ela pode vencer o cansaço... porque primeiro ele ataca a alma e depois o corpo. Uma alma ferida é uma alma doente e susceptível.
Que meus anseios sejam atendidos antes que o cansaço me alcance, não quero chegar ao fim com a percepção de que perdi.
Ufaaa que silêncio heim!? rs
Para variar deixo a pergunta: Como é a sua metade do silêncio???
quinta-feira, 17 de março de 2011
Inexplicável TEMPO
Um dia me disseram que o tempo resolve tudo... só sei que o tempo tem me ensinado muito...
Aprendi que o tempo não faz esquecer, mas que com o tempo cansamos de lembrar e por isso pensamos menos,
Aprendi que é melhor ser amado aos poucos no tempo, do que ser muito amado por um tempo limitado,
Que quanto mais desejamos manipulá-lo mais ele nos manipula,
Que o tempo das coisas é imprevisível, mas que insistimos em tentar determiná-lo e por isso o perdemos,
Aprendi que a distância dos tempos é pior que as distâncias geográficas,
Que é o tempo que nos faz diversos e distantes...
O tempo da maturidade... pode impedir a união de duas histórias,
O tempo da tolerância... define o momento da ofensa,
O tempo do querer... determina a hora certa de tentar.
É o tempo que faz crescer a culpa e o conforto, que pode ser o maior dos bem feitores e o mais cruel dos algozes.
Damos ao tempo poderes mágicos de cura e mudança, mas para desmascará-lo quis curar minhas feridas e mudar meus sentimentos
Aprendi que mesmo que eu cuide, limpe e passe remédios... as feridas fecham no tempo que elas devem fechar
Que por mais que eu vire, faça e refaça... os sentimentos mudam no tempo que eles devem mudar
Enfim... cansei e aceitei que o tempo é mágico mesmo, pois ninguém consegue se quer tocá-lo e, no entanto, ele nos transforma constantemente.
Confesso que esse tema é bem confuso pra mim, eu vivo pensando e repensando e sempre me sinto impotente, mas é fato que eu sempre aprendo com este inexplicável TEMPO....por isso... demos tempo ao tempo rs.
Agora mudando um pouquinho de assunto...caros leitores, às vezes eu me sinto meio maluca, eu sei que sou meio maluca, mas falar com um leitor imaginário é bem maluco rsrs...eu sei que tenho leitores que leem o blog, mas que não comentam ou que não sabem postar comentários, então vou ensinar como postar um comentário.
-Após ler o texto e sentir uma grande vontade comentar, clic em comentários no final do texto, digite o que quiser, nem se for um "péssimo" ou "mravilhoso" no quadrinho ao lado, depois escreva as palavrinhas de verificação e escolha uma identidade...para quem quer se identificar escolha a opção"Nome/RL" e digite apenas seu nome, e para quem não quer se identificar escolha a opção "Anônimo".
Obrigada e até a próxima e comenteeeeem rs...brincadeira...sem pressão.
Aprendi que o tempo não faz esquecer, mas que com o tempo cansamos de lembrar e por isso pensamos menos,
Aprendi que é melhor ser amado aos poucos no tempo, do que ser muito amado por um tempo limitado,
Que quanto mais desejamos manipulá-lo mais ele nos manipula,
Que o tempo das coisas é imprevisível, mas que insistimos em tentar determiná-lo e por isso o perdemos,
Aprendi que a distância dos tempos é pior que as distâncias geográficas,
Que é o tempo que nos faz diversos e distantes...
O tempo da maturidade... pode impedir a união de duas histórias,
O tempo da tolerância... define o momento da ofensa,
O tempo do querer... determina a hora certa de tentar.
É o tempo que faz crescer a culpa e o conforto, que pode ser o maior dos bem feitores e o mais cruel dos algozes.
Damos ao tempo poderes mágicos de cura e mudança, mas para desmascará-lo quis curar minhas feridas e mudar meus sentimentos
Aprendi que mesmo que eu cuide, limpe e passe remédios... as feridas fecham no tempo que elas devem fechar
Que por mais que eu vire, faça e refaça... os sentimentos mudam no tempo que eles devem mudar
Enfim... cansei e aceitei que o tempo é mágico mesmo, pois ninguém consegue se quer tocá-lo e, no entanto, ele nos transforma constantemente.
Confesso que esse tema é bem confuso pra mim, eu vivo pensando e repensando e sempre me sinto impotente, mas é fato que eu sempre aprendo com este inexplicável TEMPO....por isso... demos tempo ao tempo rs.
Agora mudando um pouquinho de assunto...caros leitores, às vezes eu me sinto meio maluca, eu sei que sou meio maluca, mas falar com um leitor imaginário é bem maluco rsrs...eu sei que tenho leitores que leem o blog, mas que não comentam ou que não sabem postar comentários, então vou ensinar como postar um comentário.
-Após ler o texto e sentir uma grande vontade comentar, clic em comentários no final do texto, digite o que quiser, nem se for um "péssimo" ou "mravilhoso" no quadrinho ao lado, depois escreva as palavrinhas de verificação e escolha uma identidade...para quem quer se identificar escolha a opção"Nome/RL" e digite apenas seu nome, e para quem não quer se identificar escolha a opção "Anônimo".
Obrigada e até a próxima e comenteeeeem rs...brincadeira...sem pressão.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Sociedade descartável
Olá caros leitores! Se é que existe alguma ainda rs.
Em 2009 desejei à vocês um pouco de solidão, esse ano desejarei o contrário, desejarei mais socialização.
Sempre incentivei o desapego material, por não tê-lo e por ser um pouquinho descuidada, considero saudável não estressar por algo que se perdeu ou quebrou. Apesar de ser uma feroz, porém pouco entendida, contestadora do "capitalismo selvagem" é fato que ele incentiva o consumismo e consequentemente o desapego material, mas ele faz isso de uma forma perigosa, transformando valores e instigando nossa inerente insatisfação. Estamos cada vez mais insatisfeitos, bombardeados diariamente com propagandas daquilo que não temos e que é, infinitamente, melhor do que aquilo que temos. Inconscientemente, dia após dia, treinamos nosso desapego material e alimentamos nossa insatisfação. Se essa questão fosse puramente material talvez eu nem escrevesse sobre isso, o que tem me preocupado é a possibilidade de estarmos, também, sendo treinados para o desapego emocional. Tenho extrema dificuldade de simplesmente deletar pessoas da minha vida e já desejei muito que fosse fácil, como apertar um botão, mas não é. Hoje, percebo que não poderia ser diferente, pois sou uma apaixonada por seres humanos e pelos sentimentos que eles despertam em mim. Com certeza não sou imune ao desapego emocional, provavelmente descartei e vou descartar pessoas da minha vida, algumas de forma consciente, outras de forma inconsciente...mas vou. O problema é até que ponto isso é saudável, usar e descartar pessoas não me soa muito saudável. Um dia me disseram que a vida é um jogo de interesses, que tudo que fazemos é basicamente para nosso próprio bem-estar, que até mesmo o que fazemos voluntariamente ao próximo é porque necessitamos de paz espiritual, ou seja, nada é puramente apenas para o outro, estamos sempre ganhando algo em troca. Concordo plenamente com essa afirmação e isso faz minha preocupação com o desapego emocional ficar ainda maior. Quanto mais insatisfeitos ficamos, mais queremos, e isso inclui usar os outros para nos satisfazer. Como diariamente as propagandas nos mostram que ainda somos muito insatisfeitos, estamos sempre precisando de mais pessoas, criando um fluxo continuo de uso e descarte de pessoas.
Esse texto é só um alerta, por isso no começo desejei socialização. Desejo que a partir de 2011, ou melhor, que a partir de agora, as pessoas se apeguem mais umas as outras, que socializem mais, conheçam mais as pessoas, compartilhem de suas tristezas e alegrias, que percebam quem são antes de descartá-las. Desejo que no final possamos perceber que queremos manter: alguém honesto, apesar de mal-humorado, alguém brincalhão, apesar de imaturo, alguém delicado, apesar de frágil. A meu ver deveríamos fazer um esforço descomunal para manter pessoas com qualidades ímpares ao nosso lado, porque a cada dia existem menos pessoas assim no mundo. Infelizmente, as propagandas treinam nosso desapego material, mostrando que existe uma grande oferta de coisas melhores do que as que temos e isso estimula nosso desapego emocional nos tornando seres humanos descartáveis.
Para finalizar, deixo uma frase de Arnaldo Jabor.
"O destino decide quem você encontra na vida, suas atitudes decidem quem fica"
Por isso vamos tomar mais cuidado com quem descartamos, para que no final essa não seja nossa maior insatisfação.
Feliz 2011!
Abraço
Em 2009 desejei à vocês um pouco de solidão, esse ano desejarei o contrário, desejarei mais socialização.
Sempre incentivei o desapego material, por não tê-lo e por ser um pouquinho descuidada, considero saudável não estressar por algo que se perdeu ou quebrou. Apesar de ser uma feroz, porém pouco entendida, contestadora do "capitalismo selvagem" é fato que ele incentiva o consumismo e consequentemente o desapego material, mas ele faz isso de uma forma perigosa, transformando valores e instigando nossa inerente insatisfação. Estamos cada vez mais insatisfeitos, bombardeados diariamente com propagandas daquilo que não temos e que é, infinitamente, melhor do que aquilo que temos. Inconscientemente, dia após dia, treinamos nosso desapego material e alimentamos nossa insatisfação. Se essa questão fosse puramente material talvez eu nem escrevesse sobre isso, o que tem me preocupado é a possibilidade de estarmos, também, sendo treinados para o desapego emocional. Tenho extrema dificuldade de simplesmente deletar pessoas da minha vida e já desejei muito que fosse fácil, como apertar um botão, mas não é. Hoje, percebo que não poderia ser diferente, pois sou uma apaixonada por seres humanos e pelos sentimentos que eles despertam em mim. Com certeza não sou imune ao desapego emocional, provavelmente descartei e vou descartar pessoas da minha vida, algumas de forma consciente, outras de forma inconsciente...mas vou. O problema é até que ponto isso é saudável, usar e descartar pessoas não me soa muito saudável. Um dia me disseram que a vida é um jogo de interesses, que tudo que fazemos é basicamente para nosso próprio bem-estar, que até mesmo o que fazemos voluntariamente ao próximo é porque necessitamos de paz espiritual, ou seja, nada é puramente apenas para o outro, estamos sempre ganhando algo em troca. Concordo plenamente com essa afirmação e isso faz minha preocupação com o desapego emocional ficar ainda maior. Quanto mais insatisfeitos ficamos, mais queremos, e isso inclui usar os outros para nos satisfazer. Como diariamente as propagandas nos mostram que ainda somos muito insatisfeitos, estamos sempre precisando de mais pessoas, criando um fluxo continuo de uso e descarte de pessoas.
Esse texto é só um alerta, por isso no começo desejei socialização. Desejo que a partir de 2011, ou melhor, que a partir de agora, as pessoas se apeguem mais umas as outras, que socializem mais, conheçam mais as pessoas, compartilhem de suas tristezas e alegrias, que percebam quem são antes de descartá-las. Desejo que no final possamos perceber que queremos manter: alguém honesto, apesar de mal-humorado, alguém brincalhão, apesar de imaturo, alguém delicado, apesar de frágil. A meu ver deveríamos fazer um esforço descomunal para manter pessoas com qualidades ímpares ao nosso lado, porque a cada dia existem menos pessoas assim no mundo. Infelizmente, as propagandas treinam nosso desapego material, mostrando que existe uma grande oferta de coisas melhores do que as que temos e isso estimula nosso desapego emocional nos tornando seres humanos descartáveis.
Para finalizar, deixo uma frase de Arnaldo Jabor.
"O destino decide quem você encontra na vida, suas atitudes decidem quem fica"
Por isso vamos tomar mais cuidado com quem descartamos, para que no final essa não seja nossa maior insatisfação.
Feliz 2011!
Abraço
domingo, 15 de agosto de 2010
Apologia ao domingo!
Já ouvi muita gente dizer que odeia o domingo, eu adoro!
As pessoas costumam odiá-lo porque, teoricamente, nesse dia não tem nada pra fazer ou porque depois dele, aproximadamente 8 horas depois, todos deverão voltar ao trabalho. Vou contar porque adoro o domingo falando um pouco do meu domingo...
Gosto de deixar o despertador ativado para o mesmo horário que costumo acordar durante a semana, 5h30, afinal não poderia me privar da delícia que é saber que eu não preciso levantar e que posso dormir mais 10 minutos, meia hora, 3 horas, o quanto eu quiser. Enfim, depois que dormi o quanto meu corpo desejou - o que não é muito- costumo acordar por volta das 8h30, então alguns domingos eu me animo a comprar pão fresquinho, às vezes prefiro não resistir a minha enorme preguiça matinal, daí como pão amanhecido mesmo, assisto um pouco de cultura inútil e ai sei lá, depende do dia, às vezes leio um livro, às vezes escrevo no blog, às vezes fico proseando no MSN, dançando no quarto, fazendo caras e bocas no espelho ou fico à toa mesmo, pensando na vida... faço tudo isso vestindo meu confortável pijama, gosto de ficar de pijama ou camisola (depende!) o domingo todo - se me der vontade - hoje eu fiquei, também não passei meus cremes hidratantes, tônicos e bloqueador, também não penteei o cabelo...tudo bem! meu cabelo nem precisa, mas se precisasse eu não pentearia...é domingo rs. Na hora do almoço como comida gordurosa e refrigerante sem culpa e depois uma sobremesa bem doce e pesada, sinto-me cheia o dia todo e depois como mais um pouquinho – porque é de noite – de comida gordurosa na jantar. Ahh!!esqueci de falar, depois do almoço gosto de assistir filmes, adoro quando não consigo resistir e me rendo àquele soninho depois do almoço. Também adoro domingos em que fico totalmente sozinha... estranho, mas acredito que doses homeopáticas de solidão fazem bem ao equilíbrio emocional das pessoas, já escrevi sobre isso no blog (“No cárcere da hiprocrisia”). Vocês devem estar se perguntando, mas o que essa rosa vê de tão excepcional em coisas tão bananais? Trata-se das coisas simples da vida, da felicidade nas pequenas coisas e, principalmente, de fazer valer nossas vontades inúteis, despreocupadas e autênticas, afinal quantas vezes, durante a semana, fazemos coisas que não queremos? Também as fazemos no domingo, tem muita gente que trabalha de domingo, mas não importa, o que eu quero dizer é que precisamos nos permitir ficar à toa, vegetando no sofá, se essa for nossa vontade, e não ficarmos preocupados com a ideologia do Carpe Diem ou com a culpa do sendetarismo. Como o domingo é um dia em que eu não preciso trabalhar, gosto de simplesmente fazer o que quero, na hora em que quero, do jeito que quero. Domingo é o dia em que meu querer fala mais alto que os compromissos marcados, que o padrão de vestimenta, que a preocupação estética, que toda essa droga que ingerimos, paulatinamente, no viver em sociedade.
Bom, acho melhor eu parar por aqui, estou começando a ficar revoltada e não quero isso no meu domingo. Eu sei que tem gente que vai pensar nem todo mundo pode ser dar ao luxo de fica um dia à toa, sei de tudo isso, compreendo todas as mazelas da sociedade, apesar da minha vidinha “fácil”etc etc...mas como eu disse é o meu domingo... vou pensar apenas no que estou com vontade!!!!
Deixo uma pergunta...
Como estão seus “domingos”?
As pessoas costumam odiá-lo porque, teoricamente, nesse dia não tem nada pra fazer ou porque depois dele, aproximadamente 8 horas depois, todos deverão voltar ao trabalho. Vou contar porque adoro o domingo falando um pouco do meu domingo...
Gosto de deixar o despertador ativado para o mesmo horário que costumo acordar durante a semana, 5h30, afinal não poderia me privar da delícia que é saber que eu não preciso levantar e que posso dormir mais 10 minutos, meia hora, 3 horas, o quanto eu quiser. Enfim, depois que dormi o quanto meu corpo desejou - o que não é muito- costumo acordar por volta das 8h30, então alguns domingos eu me animo a comprar pão fresquinho, às vezes prefiro não resistir a minha enorme preguiça matinal, daí como pão amanhecido mesmo, assisto um pouco de cultura inútil e ai sei lá, depende do dia, às vezes leio um livro, às vezes escrevo no blog, às vezes fico proseando no MSN, dançando no quarto, fazendo caras e bocas no espelho ou fico à toa mesmo, pensando na vida... faço tudo isso vestindo meu confortável pijama, gosto de ficar de pijama ou camisola (depende!) o domingo todo - se me der vontade - hoje eu fiquei, também não passei meus cremes hidratantes, tônicos e bloqueador, também não penteei o cabelo...tudo bem! meu cabelo nem precisa, mas se precisasse eu não pentearia...é domingo rs. Na hora do almoço como comida gordurosa e refrigerante sem culpa e depois uma sobremesa bem doce e pesada, sinto-me cheia o dia todo e depois como mais um pouquinho – porque é de noite – de comida gordurosa na jantar. Ahh!!esqueci de falar, depois do almoço gosto de assistir filmes, adoro quando não consigo resistir e me rendo àquele soninho depois do almoço. Também adoro domingos em que fico totalmente sozinha... estranho, mas acredito que doses homeopáticas de solidão fazem bem ao equilíbrio emocional das pessoas, já escrevi sobre isso no blog (“No cárcere da hiprocrisia”). Vocês devem estar se perguntando, mas o que essa rosa vê de tão excepcional em coisas tão bananais? Trata-se das coisas simples da vida, da felicidade nas pequenas coisas e, principalmente, de fazer valer nossas vontades inúteis, despreocupadas e autênticas, afinal quantas vezes, durante a semana, fazemos coisas que não queremos? Também as fazemos no domingo, tem muita gente que trabalha de domingo, mas não importa, o que eu quero dizer é que precisamos nos permitir ficar à toa, vegetando no sofá, se essa for nossa vontade, e não ficarmos preocupados com a ideologia do Carpe Diem ou com a culpa do sendetarismo. Como o domingo é um dia em que eu não preciso trabalhar, gosto de simplesmente fazer o que quero, na hora em que quero, do jeito que quero. Domingo é o dia em que meu querer fala mais alto que os compromissos marcados, que o padrão de vestimenta, que a preocupação estética, que toda essa droga que ingerimos, paulatinamente, no viver em sociedade.
Bom, acho melhor eu parar por aqui, estou começando a ficar revoltada e não quero isso no meu domingo. Eu sei que tem gente que vai pensar nem todo mundo pode ser dar ao luxo de fica um dia à toa, sei de tudo isso, compreendo todas as mazelas da sociedade, apesar da minha vidinha “fácil”etc etc...mas como eu disse é o meu domingo... vou pensar apenas no que estou com vontade!!!!
Deixo uma pergunta...
Como estão seus “domingos”?
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