O mais infeliz hipócrita é aquele que aceita ser algo por medo de descobrir quem realmente é, nossa natureza algumas vezes pode ser assustadora. A descoberta traz insegurança, algo que nós, seres humanos, evitamos, pois nos torna fracos e susceptíveis. Então, muita gente prefere ser apenas o conveniente, o problema é que nem tudo que convém é bom e/ou verdadeiro.
Antes mesmo de sermos gerados nos é dado um padrão, o padrão “cidadão”, depois o padrão “filho”, o padrão “estudante”, o padrão “empregado” e assim por diante, vamos acumulando padrões, ou melhor, papéis sociais. Quando adquirimos autoconsciência estamos tão presos a esses papéis, que tememos abdicar deles, tememos mudar suas características, como se eles fossem nossa essência. Tudo bem que ser avesso as condições de “ser social” causa um certo desconforto, mas o que me entristece, e às vezes enraivece, é o quanto as pessoas podem ser covardes em assumirem quem são, o quanto a clareza pode ser criticada, o quanto se finge só para manter seja lá o que for, parece-me uma sociedade viciada em interpretar papéis. O mais engraçado é que para manter seus hipócritas papéis algumas pessoas preferem supor e avaliar a vida alheia ao invés de cuidar de suas medíocres vidas, porque alguém que prefere gastar tempo com a vida dos outros só pode ter uma vida medíocre. Além disso, esse tipo de pessoa é o pior dos hipócritas, pois avalia e critica tanto a vida alheia só porque tem medo do que vai encontrar na sua. É esse medo que desperta em algumas pessoas uma certa aversão a solidão, certamente que essa aversão pode ter outros motivos, mas tenho uma teoria... quando estamos sozinhos somos apenas nós e não papéis sociais, não somos filhos, nem namorados, nem amigos, nem coisa nenhuma, somos apenas nós com nossos medos e anseios, que no momento da solidão não precisam ficar escondidos atrás da máscara da força, somos nós com nossos pequenos pensamentos insanos que não precisam disfarçar diante da admirada sensatez, ficamos ali... nus! diante de um espelho que mostra apenas nossa pura e despretensiosa verdade. Por isso, como este post, provavelmente vai ser o último de 2009, além de desejá-los um feliz natal e um próspero ano novo como é de praxe... desejo que vocês fiquem alguns minutos completamente sozinhos para que possam descobrir quanta verdade existiu nos papéis sociais que interpretaram esse ano, quem sabe, assim, algumas pessoas descobrem que suas vidas são como todas as outras, cheias de surpresas e maravilhas. Boa solidão!
domingo, 20 de dezembro de 2009
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Sinta a música
Há muito tempo queria escrever sobre esse tema, mas estava imaginando uma forma impessoal de tratar esse assunto, no entanto, conclui que para mim é impossível, pois o que entendo de música é puro sentimento. Nunca me preocupei em saber nomes, letras, acordes, estilos tudo que compreendo de música é fechar os olhos e deixar ela tocar cada sensor de meu corpo e isso me basta. Entre as artes, a que considero a mais poderosa, capaz de nos fazer chorar, rir, enraivecer, acalmar, enfraquecer e fortalecer.... discorda? Experimente:
Para chorar: Angel – Sarah McLachlan;
Para rir: Uma arlinda mulher - Mamonas Assassinas;
Para fortalecer: Wherever May Roam - Metallica;
Para acalmar: Paciência - Lenine;
Para enfraquecer: My Immortal - Evanescence.
É claro que estas músicas podem despertar sentimentos diferentes em pessoas diferentes, mas eu duvido que não despertam nada.
A música nos manipula, tantas críticas a TV e somos manipulados por instrumentos e vozes, mas assim como a TV podemos desligar a música, mas convenhamos a vida sem música é igual a cheeseburger sem queijo, arroz sem feijão, futebol sem torcida, jardim sem flor, enfim... a vida é sem graça, ou melhor sem ritmo.
A música é a expressão máxima do ritmo de nossos corações e deve ser por isso que somos tão facilmente envolvidos por ela, porque ela simplesmente entra em sintonia com as batidas de nossos corações e de repente já é parte de nós, agora entendo o que disse acima sobre a música tocar cada sensor de meu corpo, não poderia ser diferente, estando em sintonia com as batidas do coração ela é bombeada a cada célula de nosso corpo, levando vibrações de vida a cada ínfima parte de nosso ser.
A música nos mostra o quanto somos parecidos e ao mesmo tempo diversos, quantas vezes você ouviu uma música e pensou... essa música é minha!!! Quantas pessoas não terão dito a mesma coisa, porém cada um a sente de um jeito, com uma intensidade, com uma interpretação.
Bom poderia falar muito mais sobre música, mas este texto ficaria longo demais, então paro por aqui.
Escutem as músicas e vejam o que elas despertam em vocês e, caso sintam dsposição, deixe escrito nos comentários.
Angel - http://www.youtube.com/watch?v=SnL1e4-NfaA&feature=related
Uma arlinda mulher - http://www.youtube.com/watch?v=vnk3eQFvGIc&feature=fvw
Wherever May Roam - http://www.youtube.com/watch?v=JgNkvLB7BlM&feature=fvw
Paciência - http://www.youtube.com/watch?v=HZnvUNVkKfY
My immortal - http://www.youtube.com/watch?v=idd_92ajjwY&feature=fvst
Para chorar: Angel – Sarah McLachlan;
Para rir: Uma arlinda mulher - Mamonas Assassinas;
Para fortalecer: Wherever May Roam - Metallica;
Para acalmar: Paciência - Lenine;
Para enfraquecer: My Immortal - Evanescence.
É claro que estas músicas podem despertar sentimentos diferentes em pessoas diferentes, mas eu duvido que não despertam nada.
A música nos manipula, tantas críticas a TV e somos manipulados por instrumentos e vozes, mas assim como a TV podemos desligar a música, mas convenhamos a vida sem música é igual a cheeseburger sem queijo, arroz sem feijão, futebol sem torcida, jardim sem flor, enfim... a vida é sem graça, ou melhor sem ritmo.
A música é a expressão máxima do ritmo de nossos corações e deve ser por isso que somos tão facilmente envolvidos por ela, porque ela simplesmente entra em sintonia com as batidas de nossos corações e de repente já é parte de nós, agora entendo o que disse acima sobre a música tocar cada sensor de meu corpo, não poderia ser diferente, estando em sintonia com as batidas do coração ela é bombeada a cada célula de nosso corpo, levando vibrações de vida a cada ínfima parte de nosso ser.
A música nos mostra o quanto somos parecidos e ao mesmo tempo diversos, quantas vezes você ouviu uma música e pensou... essa música é minha!!! Quantas pessoas não terão dito a mesma coisa, porém cada um a sente de um jeito, com uma intensidade, com uma interpretação.
Bom poderia falar muito mais sobre música, mas este texto ficaria longo demais, então paro por aqui.
Escutem as músicas e vejam o que elas despertam em vocês e, caso sintam dsposição, deixe escrito nos comentários.
Angel - http://www.youtube.com/watch?v=SnL1e4-NfaA&feature=related
Uma arlinda mulher - http://www.youtube.com/watch?v=vnk3eQFvGIc&feature=fvw
Wherever May Roam - http://www.youtube.com/watch?v=JgNkvLB7BlM&feature=fvw
Paciência - http://www.youtube.com/watch?v=HZnvUNVkKfY
My immortal - http://www.youtube.com/watch?v=idd_92ajjwY&feature=fvst
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Um dia de "fúria"
Às vezes remexendo arquivos perdidos em meu computador encontro algumas pérolas de meu processo criativo huauahuha...nem lembro em que circunstâncias e quando foi escrito o texto abaixo, mas até que ficou interessante...
Um dia revoltada, um dia de tpm, um dia sem porquê...ótimo para escrever...ahh, e melhor, bêbada! Bêbaaassa... já odiei os bêbados, já admirei os bêbados, já fiquei bêbada...é a libertação...de repente tudo, mas tudo que você se concentra para segurar...simplesmente sai...ufaaaa sai...falo sobre os pensamentos, mas por que os prendemos oras? Que triste sociedade que prende seus sentimentos, que pobre humanidade que maquia sua humanidade...bem vindos ao nosso mundo, ao nosso teatro social...quantos mistérios tem uma alma para que precisemos escondê-los tão fervorosamente? apresente-me alguém verdadeiro e transparente e eu te darei outro...esse é o princípio..mostre-me algo de si e te mostrarei algo de mim...e assim por diante...tolice!!! As pessoas são capazes de fazer mal até com monossílabas, então FODA-SE!!! Mostre-se e espere para ver o resultado, o que também é uma grande incógnita... pelo menos se mostrando será um incógnita passível de entendimento, enquanto que se mantiver o “mistério sobre seu mistério” você continuará a ser só uma incógnita...palavra feia não!?
Um dia revoltada, um dia de tpm, um dia sem porquê...ótimo para escrever...ahh, e melhor, bêbada! Bêbaaassa... já odiei os bêbados, já admirei os bêbados, já fiquei bêbada...é a libertação...de repente tudo, mas tudo que você se concentra para segurar...simplesmente sai...ufaaaa sai...falo sobre os pensamentos, mas por que os prendemos oras? Que triste sociedade que prende seus sentimentos, que pobre humanidade que maquia sua humanidade...bem vindos ao nosso mundo, ao nosso teatro social...quantos mistérios tem uma alma para que precisemos escondê-los tão fervorosamente? apresente-me alguém verdadeiro e transparente e eu te darei outro...esse é o princípio..mostre-me algo de si e te mostrarei algo de mim...e assim por diante...tolice!!! As pessoas são capazes de fazer mal até com monossílabas, então FODA-SE!!! Mostre-se e espere para ver o resultado, o que também é uma grande incógnita... pelo menos se mostrando será um incógnita passível de entendimento, enquanto que se mantiver o “mistério sobre seu mistério” você continuará a ser só uma incógnita...palavra feia não!?
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Sinais vitais
Bom sem mais delongas vamos ao texto do mês...
O poema abaixo reflete aquele pequeno momento em que nos damos conta de que amadurecemos, quando entendemos e aceitamos certos “contratempos” em nossas vidas, quando algo que doeu não dói mais, quando algo que incomodava não incomoda mais. Esse tipo de situação está sempre ocorrendo, um amadurecimento sempre desejado por nós. Mas o amadurecimento é um objetivo ou um resultado irreversível de nossas experiências? Entendo o amadurecimento como aquele estado de espírito em que se consegue digerir os contratempos com mais facilidade, em que as emoções estão menos exageradas, em que a calma impera e a paciência supera a ansiedade. Algumas pessoas chamam isso de sabedoria, e gastam boa parte de sua vida buscando encontrá-la. Tenho me questionado até que ponto é bom ter as emoções tão domesticadas, até que ponto continuamos plenamente vivos com nossas emoções tão sensatas. De repente tive a impressão de que amadurecimento e sabedoria são apenas conseqüências da utilização inconsciente de doses homeopáticas de anestésicos, que tomamos no decorrer de nossa existência, e então aquilo que nos fazia sentir vivos...dor de coração partido, acesso de raiva, ansiedade descontrolada, nervosismo em uma entrevista de emprego...com o tempo amortece, essas mudanças ocorrem concomitantes ao envelhecimento fisiológico que fatalmente termina em morte. Até soa trágico, mas é real... nascemos com todos os sentidos em pleno funcionamento, captando tudo, sensibilizando com tudo, no desencadear das experiências os sentidos parecem perder sensores e vamos continuamente nos anestesiando até o encerramento da vida. Tudo bem, então o amadurecimento é algo que não podemos evitar e a perda de sensibilidade também, pois são fisiológicos? Sim e não, o amadurecimento acontece porque aprendemos a ter medo, aprendemos a ser sensatos, a relevar, enfim aprendemos que certos descontroles não valem a pena, pois causam um desgaste emocional e psicológico, só que talvez sejam exatamente esses descontroles que nos façam vivos, são esses sentimentos que fazem a respiração ser mais forte, que faz o sangue pulsar com mais intensidade, que solta ou prende o intestino...sinais reais de vida, sinais vitais que vão desaparecendo com o famigerado amadurecimento.
Idéias meio malucas, conceitos subjetivos, entendam como quiserem, discordem com fervor.
O poema abaixo reflete aquele pequeno momento em que nos damos conta de que amadurecemos, quando entendemos e aceitamos certos “contratempos” em nossas vidas, quando algo que doeu não dói mais, quando algo que incomodava não incomoda mais. Esse tipo de situação está sempre ocorrendo, um amadurecimento sempre desejado por nós. Mas o amadurecimento é um objetivo ou um resultado irreversível de nossas experiências? Entendo o amadurecimento como aquele estado de espírito em que se consegue digerir os contratempos com mais facilidade, em que as emoções estão menos exageradas, em que a calma impera e a paciência supera a ansiedade. Algumas pessoas chamam isso de sabedoria, e gastam boa parte de sua vida buscando encontrá-la. Tenho me questionado até que ponto é bom ter as emoções tão domesticadas, até que ponto continuamos plenamente vivos com nossas emoções tão sensatas. De repente tive a impressão de que amadurecimento e sabedoria são apenas conseqüências da utilização inconsciente de doses homeopáticas de anestésicos, que tomamos no decorrer de nossa existência, e então aquilo que nos fazia sentir vivos...dor de coração partido, acesso de raiva, ansiedade descontrolada, nervosismo em uma entrevista de emprego...com o tempo amortece, essas mudanças ocorrem concomitantes ao envelhecimento fisiológico que fatalmente termina em morte. Até soa trágico, mas é real... nascemos com todos os sentidos em pleno funcionamento, captando tudo, sensibilizando com tudo, no desencadear das experiências os sentidos parecem perder sensores e vamos continuamente nos anestesiando até o encerramento da vida. Tudo bem, então o amadurecimento é algo que não podemos evitar e a perda de sensibilidade também, pois são fisiológicos? Sim e não, o amadurecimento acontece porque aprendemos a ter medo, aprendemos a ser sensatos, a relevar, enfim aprendemos que certos descontroles não valem a pena, pois causam um desgaste emocional e psicológico, só que talvez sejam exatamente esses descontroles que nos façam vivos, são esses sentimentos que fazem a respiração ser mais forte, que faz o sangue pulsar com mais intensidade, que solta ou prende o intestino...sinais reais de vida, sinais vitais que vão desaparecendo com o famigerado amadurecimento.
Idéias meio malucas, conceitos subjetivos, entendam como quiserem, discordem com fervor.
domingo, 16 de agosto de 2009
Quando as lágrimas param de rolar...
Quando as lágrimas param de rolar...
O que significa?
Um coração mais forte?
Ou simplesmente cansado e conformado?
Pode ainda estar entorpecido de falsa calma, fingida alegria.
Talvez o que antes era grande, agora é pequeno, o que antes era dor, agora mal-humor.
Um dia desejei findá-las...
Hoje sinto falta daquela intensidade, daquela chama, que fechava a garganta, que inchava a cara, saudade das minhas lágrimas salgadas que um dia rolavam e me faziam acordada.
Pequeno momento, grandes reflexões....essa é apenas uma chamada para o próximo post...aguardem!
O que significa?
Um coração mais forte?
Ou simplesmente cansado e conformado?
Pode ainda estar entorpecido de falsa calma, fingida alegria.
Talvez o que antes era grande, agora é pequeno, o que antes era dor, agora mal-humor.
Um dia desejei findá-las...
Hoje sinto falta daquela intensidade, daquela chama, que fechava a garganta, que inchava a cara, saudade das minhas lágrimas salgadas que um dia rolavam e me faziam acordada.
Pequeno momento, grandes reflexões....essa é apenas uma chamada para o próximo post...aguardem!
domingo, 26 de julho de 2009
Amor e amores
Para não ficar muito tempo sem publicação lá vai um textinho...
Enquanto dormia conheci o Amor, ele era simples, fácil e raramente surgia, não aparecia a corações desalinhados e não suportava desrespeito, por isso evitava os egoístas. No sonho, quando o encontrei, era como se nos conhecêssemos desde sempre...o Amor é assim mesmo quando se permite nos deixa a vontade, livres e leves, estar com ele é muito bom, sensação mágica e inexplicavelmente calma. Ao acordar me deparei com muitos Amores, mas até agora não encontrei o Amor. Amores são complicados, cheios de obstáculos e divergências, aparecem a qualquer um, pois gostam de brincar, não querem se apegar, por isso se mostram a todo tipo de coração...aos imaturos, aos inocentes e até aos desalinhados. Ao lado dos Amores a gente se sente preso, sufocado e com medo, como se qualquer erro fosse motivo para os Amores irem embora, mas ele sempre vão, Amores vem e vão! Enquanto não encontro o Amor, acordo todos os dias para aprender com os Amores o que o Amor espera de mim ...que eu seja forte e paciente para encontrá-lo.
Enquanto dormia conheci o Amor, ele era simples, fácil e raramente surgia, não aparecia a corações desalinhados e não suportava desrespeito, por isso evitava os egoístas. No sonho, quando o encontrei, era como se nos conhecêssemos desde sempre...o Amor é assim mesmo quando se permite nos deixa a vontade, livres e leves, estar com ele é muito bom, sensação mágica e inexplicavelmente calma. Ao acordar me deparei com muitos Amores, mas até agora não encontrei o Amor. Amores são complicados, cheios de obstáculos e divergências, aparecem a qualquer um, pois gostam de brincar, não querem se apegar, por isso se mostram a todo tipo de coração...aos imaturos, aos inocentes e até aos desalinhados. Ao lado dos Amores a gente se sente preso, sufocado e com medo, como se qualquer erro fosse motivo para os Amores irem embora, mas ele sempre vão, Amores vem e vão! Enquanto não encontro o Amor, acordo todos os dias para aprender com os Amores o que o Amor espera de mim ...que eu seja forte e paciente para encontrá-lo.
Que tipo de amor vocês têm encontrado caros leitores?
terça-feira, 23 de junho de 2009
Como você "come" sua vida?
Engraçado como em conversas descontraídas e desinteressadas surgem grandes pensamentos. O tema deste post surgiu em meio a pizzas e refrigerantes, onde se discutia os hábitos de uma comilona assumida... eu. Comer sempre foi um prazer para mim, porém já tive meus altos e baixos com este hábito essencial à sobrevivência. No entanto, este dia me fez ver este hábito com outros olhos, uma das pessoas na mesa – apaixonada pela arte de cozinhar – disse algo intrigante... “– Para mim a forma como as pessoas comem diz muito sobre como elas vivem suas vidas”... frase simples e cheia de significações.
Essa frase me fez pensar sobre meus hábitos e de maneira reveladora, realmente a forma como me alimento tem muito a ver com a forma como vivo minha vida. Assim, adequando o sábio ditado indiano “você é aquilo que come” ao tema deste post...”você é como você come”.
Nossa relação com a comida é inerente e essencial, precisamos dela para viver e não podemos mudar isso, mas a forma como comemos pode mudar e muito. Muda de pessoa para pessoa, de cidade para cidade, de país para país, de idade para idade, de macho para fêmea, assim como a forma que vivemos. Podemos comer rápido, podemos viver rápido, podemos comer variedade, podemos viver variando, podemos deixar de comer, podemos deixar de viver. A minha forma de comer a vida, ou melhor, a forma como eu quero comer minha vida, se resume em uma frase: - Quero sentir os sabores e dissabores da vida, antes que não possa mais sentir. Quero experimentar cada pedacinho da vida, cada gosto amargo e doce, cada creme, cada crocante, cada mistura de tudo. Algumas pessoas fazem isso, outras apenas engolem a vida como algo que deve entrar simplesmente, não como algo que deve ser degustado e apreciado. Para algumas pessoas – obesas mórbidas, anorexas, bulêmicas - a comida é fonte de angústia e dor, assim como a vida, elas não conseguem encontrar prazer na hora de comer, e não conseguem comer a vida com prazer.
A vida, assim como cada alimento (frutas, cereais, legumes, verduras, massas, carnes), é rica em sabores e texturas, cada um deles e misturas deles são únicos em sabores, por isso não deixe de experimentá-los. E ainda que não goste, pelo menos poderá ter a certeza que se alimentou bem de sua vida.
Por isso, fica a pergunta...COMO VOCÊ COME SUA VIDA?
OBS: Como podem ver pelo tamanho deste post, diferente do anterior...conseguir evitar a prolixidade rsrs.
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